Todos nós gostamos de pensar que sabemos distinguir o certo do errado. Mas existe uma diferença enorme entre saber o que deveríamos fazer e, diante de uma tentação, realmente fazer.
E, talvez, seja justamente nas pequenas escolhas do cotidiano — aquelas que parecem insignificantes e que quase ninguém fica sabendo — que descobrimos o quanto ainda precisamos aprender sobre nós mesmos.
Então, seja sincero consigo mesmo:
- Quantas vezes fez uma fofoca com um colega, que sabia que não deveria fazer?
- Quantas vezes deixou de cumprir um compromisso assumido?
- Já sentiu satisfação porque alguém que você não gostava se deu mal?
- Já teve inveja de um amigo ou colega de escola?
- Já colocou seus interesses acima dos interesses de outra pessoa mesmo sabendo que não era justo?
- Já furou uma fila?
- Ou, quem sabe, fez uma pequena “cola” na prova de Matemática?
Saber o que é certo não significa automaticamente fazer o que é certo.
Às vezes, o mais difícil não é descobrir o que é certo.
É fazer o que sabemos que é certo quando isso exige esforço, renúncia ou nos coloca diante de uma escolha que não queremos fazer.
Nossa consciência pode apontar um caminho, enquanto nossos desejos e impulsos nos convidam a seguir por outro.
E é justamente nesse conflito que muitas das nossas escolhas acontecem:
- Nós podemos saber que deveríamos estudar a preferir o celular;
- Podemos saber que deveríamos pedir desculpas a escolher o orgulho;
- Podemos saber que deveríamos dizer a verdade a escolher a mentira;
- Podemos saber que determinada atitude fará mal a alguém e, ainda assim, praticá-la.
Existe uma distância enorme entre saber, querer e fazer.
Não basta querer ser uma pessoa melhor
Existe uma diferença entre desejar uma mudança e construir uma mudança.
Quase todo mundo gostaria de ser mais disciplinado.
Mais estudioso.
Mais generoso.
Mais equilibrado.
Mais honesto.
Mais saudável.
Mas desejar essas características não é suficiente.
Querer mudar é importante, mas é apenas o começo.
Ninguém se torna mais paciente, disciplinado, estudioso ou honesto apenas por desejar essas qualidades. É preciso praticá-las.
É aí que entram os bons hábitos.
Cada pequena escolha repetida todos os dias ajuda a construir a pessoa que estamos nos tornando.
Estudar, em vez de passar horas no celular, cumprir aquilo que prometemos, dizer a verdade mesmo quando seria mais fácil mentir, pedir desculpas quando erramos e tratar os outros com respeito são atitudes que, repetidas ao longo do tempo, deixam de ser apenas esforços e começam a fazer parte de quem somos.
Viram bons hábitos!!!

Um bom hábito nasce de uma escolha consciente, cresce com a repetição e, pouco a pouco, transforma o nosso jeito de viver.
A lição que fica
Não precisamos esperar uma grande oportunidade para começar a construir um caráter melhor.
A construção acontece nas pequenas escolhas.
Naquilo que fazemos quando ninguém está olhando.
Na maneira como tratamos quem não pode nos oferecer nada.
Na coragem de reconhecer um erro.
Na disciplina de fazer o que precisa ser feito.
Na decisão de tentar novamente depois de fracassar.
No esforço silencioso de substituir um velho hábito por um novo.
Ser uma pessoa melhor é algo que construímos todos os dias.
E, assim sendo, tenho para você uma notícia extraordinária:
Amanhã teremos outra oportunidade de colocar mais um tijolo.
Fonte:
www.jornal.usp.br
Crédito das imagens:
(01, 02) www.arena.ai
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