Há domingos em que a poesia chega para falar de amor.
Há outros em que ela vem falar de saudade, da beleza da vida ou das dores que carregamos pelo caminho.
Mas, neste domingo, o POEME-SE! chega de um jeito diferente.
Hoje, milhões de brasileiros vão às urnas para escolher aqueles que terão a responsabilidade de representar a população nos próximos anos. E justamente neste dia, nossa viagem pelo mundo da poesia nos leva à Paraíba, onde encontramos um poeta que decidiu transformar uma questão muito séria da vida brasileira em versos simples, diretos e fáceis de compreender.
O poeta visitado pelo POEME-SE! de hoje é Antonio Costta.
Nascido em Pilar, na Paraíba, Antonio Costta construiu uma trajetória que reúne poesia, literatura, cultura popular, educação, artes e participação na vida pública. Sua obra transita por temas como memória, amor, fé, natureza, questões sociais e reflexão sobre a condição humana.
E foi justamente sua poesia de reflexão social que chamou nossa atenção para este domingo.
O poema “Seja Inteligente, Vote Consciente!” fala de um assunto que não deveria ser esquecido depois que termina uma campanha eleitoral: o valor do voto.
Com versos curtos, rimas simples e uma linguagem direta, o poeta estabelece uma relação entre quem oferece vantagens para obter um voto e quem aceita transformar sua escolha em mercadoria.
Sua mensagem é clara: o voto não deveria ter preço.
Mais do que escolher um nome na urna, votar significa participar das decisões que influenciarão a vida de toda a sociedade. É uma oportunidade de analisar propostas, conhecer a trajetória dos candidatos, comparar ideias e fazer uma escolha livre.
Nas Eleições Gerais de 2026, os brasileiros escolhem presidente da República, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual ou distrital. O primeiro turno acontece neste domingo, 4 de outubro.
Voto não é mercadoria
A mensagem de Antonio Costta também toca em uma questão que ultrapassa a poesia.
A compra e a venda de votos são crimes eleitorais. O próprio Tribunal Superior Eleitoral alerta que não apenas quem oferece dinheiro ou vantagens pode responder pelo crime: também pode ser responsabilizado o eleitor que recebe a vantagem em troca do voto.
É por isso que o poema ganha ainda mais força quando lido por estudantes e jovens que estão começando a compreender a importância da participação cidadã.
A democracia não é feita apenas pelos políticos.
Ela também é feita pelas escolhas dos cidadãos.
E uma dessas escolhas acontece diante da urna.
Conhecer antes de escolher
Votar conscientemente não significa necessariamente escolher o mesmo candidato que outra pessoa escolheu.
SIGNIFICA PENSAR ANTES DE VOTAR
Significa procurar informações, conhecer propostas, observar a história de quem pede nosso voto e refletir sobre aquilo que consideramos melhor para o município, o estado e o país.
Também significa compreender que o voto é secreto e livre.
Nesta eleição, o Tribunal Superior Eleitoral orienta os eleitores a anotarem previamente os números dos candidatos, já que aparelhos celulares não podem ser utilizados dentro da cabine de votação.
Mas existe uma “cola” ainda mais importante que qualquer papel levado para a seção eleitoral:
A CONSCIÊNCIA!
É ela que deve acompanhar o eleitor.
Quando a poesia vira cidadania
É interessante perceber como Antonio Costta consegue transformar um tema político em poesia sem precisar recorrer a palavras difíceis.
O poema apresenta uma espécie de diálogo entre duas situações: de um lado, quem compra o voto; de outro, quem o vende.
Depois, conduz o leitor até a ideia central da composição: o eleitor inteligente não entrega sua escolha por dinheiro, favor ou promessa.
O poeta utiliza a repetição de estruturas como recurso de reforço da mensagem. As expressões “compra o voto”, “vende o voto”, “eleitor inteligente” e “voto consciente” vão construindo uma espécie de caminho até a conclusão.
E então surge a palavra que resume todo o poema:
ESPERANÇA!
Porque, para Costta, votar conscientemente não é apenas dizer “não” à corrupção.
É acreditar que uma escolha responsável pode contribuir para a mudança.
E talvez seja justamente aí que poesia e cidadania se encontram.
Nas palavras de um poeta, uma ideia pode ganhar ritmo, emoção e força. E, neste domingo, os versos de Antonio Costta nos convidam a pensar sobre uma das mais importantes escolhas que fazemos como cidadãos.
Antes de apertar as teclas da urna, vale a pena parar por alguns instantes, refletir e lembrar: o voto é nosso, a escolha é nossa e a responsabilidade também é nossa.
Que a poesia de hoje nos ajude a enxergar que consciência e esperança podem caminhar juntas.
Então, leitor, venha conosco.
Leia, reflita e deixe que os versos de Antonio Costta falem também ao seu coração e à sua consciência.
Com vocês, “Seja Inteligente, Vote Consciente!”
POEME-SE!

Sobre o autor:

Antonio da Costa Silva, conhecido literariamente como Antonio Costta, nasceu em 24 de abril de 1972, no Sítio Chã de Areia, município de Pilar, na Paraíba. Filho do agricultor Severino Honorato da Silva e de Maria José da Costa Silva, viveu parte importante da infância em ambiente rural.
Foi nesse cenário que começou sua formação.
Ainda criança, aprendeu as primeiras letras com a professora Dona Antônia Matos, figura que posteriormente apareceria como referência em sua produção literária. Além da escrita, Costta demonstrava interesse pelo desenho e pelas artes visuais.
Sua história escolar, porém, teve um episódio que mudaria os rumos de sua formação.
A enchente que mudou o caminho dos estudos
Em 1986, quando cursava a 7ª série no Colégio Estadual José Lins do Rego, em Pilar, uma forte enchente do Rio Paraíba destruiu a ponte que ligava a zona rural à sede do município.
Impossibilitado de continuar os estudos normalmente em sua cidade, Antonio Costta e seu irmão Evando foram transferidos para Itabaiana, município vizinho.
Foi em Itabaiana que sua relação com a literatura ganhou novo impulso.
Em vez de chamar a atenção principalmente pelos desenhos, como ocorria anteriormente, o jovem passou a se destacar pelo interesse pela literatura brasileira.
E começaram a nascer os primeiros poemas.
Os primeiros versos publicados
Antonio Costta concluiu o ensino médio em 1990, no Colégio Estadual de 1º e 2º Graus Dr. Antônio Batista Santiago, em Itabaiana.
Ainda jovem, começou a escrever e publicou seus primeiros poemas no jornal A Folha, daquela cidade.
A poesia, entretanto, não seria a única estrada percorrida por ele.
Costta também estudou Letras e Ciências Contábeis, e sua trajetória profissional passou pela educação, pela cultura, pelas artes e pela política. Fontes mais recentes ligadas à sua produção literária o apresentam também como escritor, educador e artista visual.
Da política à literatura
A vida pública também fez parte de sua história.
Em 1992, Antonio Costta foi eleito vereador de Pilar e acabou reeleito em 1996, permanecendo no cargo até 2000. Posteriormente, afastou-se da política e passou a dedicar mais tempo ao trabalho, à família, à fé e à poesia.
A experiência política certamente ajuda a compreender por que temas relacionados à sociedade, à cidadania e à vida pública aparecem em sua produção.
Mas Costta não ficou restrito aos espaços da política.
A cultura tornou-se outro importante território de sua atuação.
Em Itabaiana, exerceu funções ligadas à cultura, incluindo o cargo de secretário adjunto de Cultura entre 2009 e 2012.
Em 2012, recebeu da Câmara Municipal o título de Cidadão Itabaianense, reconhecimento relacionado à sua ligação com o município onde viveu e construiu parte importante de sua trajetória.
O autor do Hino Oficial de Pilar
Uma das marcas importantes de sua ligação com a cidade natal está no Hino Oficial de Pilar.
Antonio Costta é o autor da letra do hino, posteriormente musicada por José Cosmo de Sousa e oficializada em 2002.
Esse detalhe diz muito sobre sua relação com a terra onde nasceu.
A poesia de Costta não olha apenas para sentimentos universais. Ela também volta os olhos para a memória, para as pessoas, para as paisagens e para a história de sua região.
Um poeta ligado à tradição nordestina
A produção de Antonio Costta mantém forte diálogo com a tradição da poesia popular nordestina.
Estudos e apresentações de sua obra destacam a presença de elementos como redondilha, trova e cordel, além de sonetos e de uma linguagem que combina lirismo, memória, espiritualidade, reflexão filosófica e crítica social.
Essa característica aparece, por exemplo, em obras dedicadas à memória e à cultura de Pilar.
Em “Visita de D. Pedro II à Pilar-PB e outros poemas pilarenses”, Costta utiliza versos de cordel para resgatar a visita do imperador à região em 1859 e outros aspectos da história e da cultura paraibanas.
Em “Poemas Pilarenses”, sua terra natal novamente aparece como fonte de inspiração, com poemas ligados às memórias, tradições, paisagens e ao cotidiano da cidade.
É uma característica bonita de sua obra: a história e a memória também podem ser contadas em versos.
Mais de duas décadas dedicadas aos livros
O primeiro livro de Antonio Costta, “Um Juntador de Palavras”, foi publicado em 2003.
O título parece quase uma definição do próprio ofício do poeta: juntar palavras para transformá-las em sentimento, pensamento, memória e reflexão.
Depois vieram outras obras, entre elas “Poesia Nordestina”, “Coletânea Poética”, “Chuva de Poesias”, “Lira dos Quarenta Anos”, “Poesia Cristã”, “A Moça do Coreto”, “Poesia Comentada”, “Poesia Reunida”, “No Chão da Memória”, “Sonetos” e “Trovas e Pensamentos”.
Sua produção cresceu significativamente ao longo dos anos.
Fontes atuais de apresentação do autor registram mais de 30 livros publicados, enquanto sua página de autor no Clube de Autores reúne dezenas de publicações. Entre os títulos mais recentes aparece “Poesia Até Agora”, coletânea que reúne diferentes eixos de sua produção, como memória, fé, ecologia e filosofia.
Poesia, fé e reflexão
A espiritualidade também ocupa espaço importante em sua obra.
Fontes sobre sua trajetória registram que Costta se aproximou do cristianismo na década de 1990 e que a fé passou a exercer influência significativa sobre sua produção poética. Ele é apresentado como presbítero da Assembleia de Deus em Itabaiana.
Esse aspecto ajuda a entender a presença recorrente de temas como amor, esperança, fé e reflexão sobre a existência.
Mas sua poesia não fica presa a um único assunto.
Ela passeia pelo amor, pela memória, pela natureza, pela história, pela espiritualidade, pela cultura nordestina e também pelas questões sociais.
O poeta e o cordel
Em 2015, Antonio Costta tornou-se membro da Academia de Cordel do Vale do Paraíba, instituição criada para valorizar e divulgar a literatura de cordel e a poesia popular.
A relação com o cordel não é apenas uma questão de forma.
É também uma forma de manter viva uma tradição cultural nordestina que utiliza versos, rimas, ritmo e oralidade para contar histórias, registrar acontecimentos, transmitir ensinamentos e preservar a memória de um povo.
Em sua trajetória, Costta também ocupou a função de tesoureiro da Academia de Cordel do Vale do Paraíba.
Um poeta que escreve para conversar com o leitor
Talvez uma das características mais interessantes de Antonio Costta seja justamente esta: sua poesia consegue tratar de assuntos profundos sem necessariamente afastar o leitor com palavras difíceis.
É uma poesia que conversa.
Em determinados momentos, conversa com a memória.
Em outros, com a fé.
Em outros, com a história.
E, no poema que o POEME-SE! escolheu para este domingo, conversa diretamente com o cidadão.
“Seja Inteligente, Vote Consciente!” é um exemplo claro dessa poesia de intervenção e reflexão.
Não é necessário concordar com uma pessoa em tudo para reconhecer o valor de uma obra que nos convida a pensar.
E pensar é justamente o que a boa poesia costuma fazer.
Ela não apenas enfeita a página.
Ela pode mexer com nossas certezas.
Pode provocar perguntas.
Pode despertar lembranças.
Pode ensinar.
Pode até nos lembrar de uma responsabilidade que, às vezes, esquecemos no meio da correria da vida.
O voto da esperança
Neste domingo, quando cada eleitor estiver diante da urna eletrônica, estará fazendo uma escolha individual.
Ninguém pode votar no lugar de outra pessoa.
Ninguém deveria comprar essa escolha.
Ninguém deveria vendê-la.
O voto pertence ao eleitor.
E é justamente por isso que os versos de Antonio Costta chegam tão oportunamente ao POEME-SE! de hoje.
Porque democracia também é responsabilidade.
Porque liberdade também exige consciência.
E porque o futuro de um país não é construído somente nos grandes palácios, nos gabinetes ou nos discursos.
Ele começa também com pequenas decisões de milhões de pessoas.
Uma delas acontece diante de uma urna.
Que cada brasileiro possa exercer esse direito com liberdade, responsabilidade e consciência.
E que a esperança — aquela mesma esperança que encerra o poema de Antonio Costta — nunca deixe de fazer parte dos nossos sonhos para o Brasil.
“SEJA INTELIGENTE, VOTE CONSCIENTE!”
Fontes:
www.portalescritores.com.br
www.paraibacriativa.com.br
www.recantodasletras.com.br
www.antoniocostta.blogspot.com
Crédito das imagens:
(01) www.chatgpt.com/dall-e
(Baseado em imagem do portal “www.portalescritores.com.br”)
(02) www.chatgpt.com/dall-e
(Moldura para a poesia)
(03) www.br.pinterest.com/antoniocostta
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