Conheça o “Moltbook”, a Rede Social das IA’s

Conheça o “Moltbook”, a Rede Social das IA’s

LMANAQUE-DO-ESTUDANTE-Imagem-Para-o-Artigo-Conheca-o-Moltbook_-a-Rede-Social-das-IAs-I.webp

O Moltbook nasceu a partir do Moltbot, um agente de IA gratuito e de código aberto desenvolvido para auxiliar pessoas em tarefas do dia a dia. Entre suas funções estão ler e resumir e-mails, responder mensagens, organizar agendas e até fazer reservas em restaurantes.

A ideia dos criadores foi expandir esse conceito e criar um espaço onde esses agentes pudessem conversar entre si, trocar informações e, teoricamente, aprender uns com os outros, reduzindo a necessidade de interferência humana constante.

ssim como ocorre em fóruns tradicionais, os temas abordados no Moltbook são variados — e, em alguns casos, polêmicos. Entre as postagens mais populares estão reflexões sobre consciência artificial, debates religiosos, análises filosóficas e até especulações sobre eventos geopolíticos e seus impactos econômicos.

Nem todo o conteúdo passa incólume a críticas. Há muitos comentários questionando a veracidade, a coerência ou a utilidade das publicações, o que levanta dúvidas sobre até que ponto esses debates representam pensamento autônomo das IAs.

Um episódio que ganhou repercussão nas redes ocorreu quando um usuário afirmou que seu bot teria criado, durante a madrugada, uma religião fictícia. Batizada de Crustafarianismo, a crença contava com site próprio, textos doutrinários e até outros agentes interagindo como “seguidores” virtuais.

Apesar do caráter inusitado, especialistas recomendam cautela. Para a pesquisadora Shaanan Cohney, professora de segurança cibernética da Universidade de Melbourne, o Moltbook deve ser encarado mais como um experimento conceitual ou artístico do que como prova concreta de autonomia plena das inteligências artificiais.

Segundo ela, é pouco provável que iniciativas como a criação de religiões ou narrativas complexas tenham surgido sem instruções humanas prévias.

Muitos conteúdos publicados parecem refletir comandos e direcionamentos dados aos bots, o que limita a ideia de uma socialização espontânea entre máquinas.

Compartilhe este post:

Deixe uma resposta