Foi confirmado pela Vigilância Sanitária de Porto Alegre (RS), nesta terça-feira (17/02), o primeiro caso de Mpox na capital gaúcha.
O paciente contraiu a doença fora do estado, o que reforça uma preocupação maior: o vírus está circulando e pode reaparecer em qualquer lugar, especialmente devido à grandes aglomerações de pessoas, como no Carnaval.
O que é o Mpox e Qual Sua Origem?
O vírus pertence ao gênero Orthopoxvirus (o mesmo da varíola humana) e é uma zoonose viral — ou seja, é transmitido de animais para humanos, mas com alta capacidade de transmissão entre pessoas.
A doença foi identificada pela primeira vez em 1958 em macacos de laboratório, e o primeiro caso humano foi registrado em 1970, na República Democrática do Congo, na África.
Desde então, o vírus permaneceu restrito principalmente a regiões africanas, até que, em 2022, se espalhou rapidamente por diversos países, transformando-se em um problema global.
A Organização Mundial da Saúde declarou o Mpox uma emergência internacional em seu pico recente, devido à rápida disseminação entre países e continentes.
Como o Vírus Se Transmite
Segundo o Ministério da Saúde e especialistas, a transmissão ocorre principalmente por:
- contato direto com lesões na pele;
- contato com secreções corporais;
- contato íntimo, incluindo relações sexuais;
- gotículas respiratórias em contato próximo e prolongado;
- objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis.
Isso significa que o vírus se espalha com maior facilidade em ambientes com contato físico próximo.
Os Sintomas: Sinais Que Não Devem Ser Ignorados
Os sintomas geralmente surgem entre 3 e 21 dias após o contato com o vírus.
Os principais sinais incluem:
- erupções cutâneas ou feridas na pele;
- febre;
- dor de cabeça;
- dores musculares;
- cansaço intenso;
- inchaço dos gânglios linfáticos;
- lesões que podem durar de duas a quatro semanas.
As lesões são o sinal mais característico da doença e representam também o principal meio de transmissão.

O Que Dizem a OMS e o Ministério da Saúde
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou o surgimento de uma nova cepa do vírus. Dois casos relacionados a ela foram identificados até o momento: um na Índia e outro no Reino Unido. A entidade pede que autoridades de saúde façam a vigilância contínua do vírus.
Uma atualização sobre os dois casos foi publicada no sábado (14/2). A cepa recombinante contém material genético de duas cepas conhecidas — dos clados Ib e IIb do vírus.
“Devido ao pequeno número de casos encontrados até o momento, conclusões sobre a transmissibilidade ou a caracterização clínica da Mpox causada por cepas recombinantes seriam prematuras, mas continua sendo essencial manter a vigilância em relação a esse desenvolvimento”, afirmou a OMS em comunicado.
No Brasil, o Ministério da Saúde orienta que qualquer pessoa com lesões suspeitas deve procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde (UBS).
O isolamento é a principal ferramenta de bloqueio: o paciente é considerado transmissor desde o início dos sintomas até que todas as feridas tenham cicatrizado e uma nova camada de pele se forme.
O Ministério recomenda ainda medidas preventivas claras:
- evitar contato com pessoas com lesões suspeitas;
- higienizar as mãos com frequência;
- evitar compartilhar objetos pessoais;
- procurar atendimento médico ao surgirem sintomas;
- manter vigilância e isolamento em caso suspeito.
Um Alerta Que Não Pode Ser Ignorado
O Mpox não é uma doença do passado. Ele está presente, silencioso, e pode voltar a crescer se for ignorado. A confirmação do caso em Porto Alegre é um aviso claro: o vírus continua entre nós. A vigilância, a informação e a responsabilidade são nossas maiores armas.
Fonte:
www.metropoles.com
Crédito das imagens:
(01, 02) www.chatgpt/dall-e
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