Domingo chega com passos lentos, como quem não quer quebrar o silêncio bonito da alma. É o dia em que o tempo desacelera, a mente respira e o coração fica mais atento às palavras que não gritam, mas permanecem.
No POEME-SE! a poesia é esse convite à escuta: de si, do outro e do mundo. Hoje, abrimos as páginas para sentir, refletir e deixar que os versos façam morada
O poeta visitado deste domingo é Álvaro Pacheco. Jornalista, advogado, editor e… poeta.
Como bem o disse Carlos Drummond de Andrade, “…na era do homem de acrílico a poesia continua a emitir sinais luminosos e confortadores, por mais que se queira esvaziá-la de todo sentido. Os poemas de Álvaro Pacheco têm essa propriedade!”
Fábio Lucas, escritor e crítico literário o definiu assim: “Álvaro Pacheco é o conciliador do antigo com o moderno, do urbano com o rural, da esperança com o desengano, do discurso coma paisagem significativa. Atrai também o seu jeito de fazer poesia, isto é, o estilo, mistura de espontaneidade e amarga filosofia. Uma crosta festiva, alegre cobrindo com travo de amargura que — importante! — não se derrama, não se vulgariza.”
É com essa bagagem de sensibilidade e inteligência que convidamos você a mergulhar na obra de hoje. Deixe que essa mistura única de espontaneidade e profundidade converse com o seu íntimo, revelando a beleza que reside na ‘amarga filosofia’ da vida. Com vocês, a palavra viva de Álvaro Pacheco:

Sobre o Autor:

Nascido em Jaicós (PI), a 26 de novembro de 1933, Álvaro Pacheco formou-se em Direito pela Universidade do Rio de Janeiro, mas foi na literatura e no jornalismo que construiu sua sólida trajetória intelectual.
Atuou na Folha da Manhã, no Piauí, integrou a equipe de reformulação do Jornal do Brasil entre 1956 e 1962 e colaborou com importantes veículos da imprensa nacional, como O Cruzeiro, Manchete e O Jornal.
Como editor e empreendedor cultural, destacou-se à frente da Editora Artenova, transformada em um dos parques gráficos mais modernos do país, sendo pioneiro na introdução da composição eletrônica no Brasil, em 1969.
Também atuou no cinema, fundando a Artenova Filmes e a Ariel Cinematográfica, com participação na produção e distribuição de filmes nacionais e internacionais.
Sua obra literária reúne 12 livros de poesia, marcada por temas como amor, finitude e reflexão existencial. Entre os títulos, destaca-se A Balada do Nadador no Infinito, vencedor do Prêmio Nacional de Literatura do PEN Clube do Brasil em 1985. Seus versos receberam elogios de nomes como Carlos Drummond de Andrade e foram traduzidos para outros idiomas.
Membro do PEN Clube do Brasil e do Conselho Federal de Cultura, Álvaro Pacheco também teve atuação pública como suplente de senador pelo Piauí (1987–1995), participando da Assembleia Nacional Constituinte que promulgou a Constituição de 1988.
Álvaro Pacheco faleceu no Rio de Janeiro em 21 de novembro de 2025, deixando um legado decisivo para a literatura, a imprensa e a cultura brasileira.
Biografia completa de Álvaro Pacheco em:
www.jornaldepoesia.jor.br e www.academiapiauiensedeletras.org.br
Fontes: www.jornaldepoesia.jor.br / www.academiapiauiensedeletras.org.br
Crédito das imagens: (01) www.gemini.google.com/nanabanana (imagem criada por IA) / (02) www.freepik.com (arte-moldura) /
(03) www.academiapiauiensedeletras.org.br
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