Domingo é o dia em que o mundo fala mais baixo.
É quando o coração escuta melhor.
Por isso e para isso, o POEME-SE! existe: para lembrar que a poesia não é luxo — é necessidade!
Aqui, o verso não é ornamento: é espelho, é ferida, é revelação.
Neste domingo, o POEME-SE! faz uma escala obrigatória na “Atenas Brasileira” para reverenciar uma das vozes mais inquietas e fundamentais da nossa literatura contemporânea.
Deixamos de lado a pressa dos dias úteis para mergulhar na arquitetura verbal de Luis Augusto Cassas, o poeta maranhense que transformou o rigor do verso em um espelho onde o sagrado e o cotidiano se encaram sem máscaras.
Luís Augusto Cassas é um daqueles autores que não escrevem para agradar: escrevem porque precisam.
Neste POEME-SE!, o Almanaque do Estudante apresenta-lhes “Leilão de Poeta“, do autor, um poema que escancara o ofício poético, questiona o valor da arte e nos obriga a refletir sobre o lugar da palavra em tempos de indiferença.
Prepare-se para versos que incomodam, provocam e permanecem.
Porque há poemas que não se leem — se sentem.
E há domingos que só fazem sentido quando a poesia fala.
Leia! Sinta! Pense! POEME-SE!

Sobre o Autor:

Luís Augusto Cassas nasceu em São Luís do Maranhão e é uma das vozes mais originais da literatura maranhense contemporânea. Cresceu em um ambiente onde a tradição literária da “Atenas Brasileira” ainda ecoava com força.
Formação e Vocação Literária
Embora tenha se formado em Direito, sua verdadeira vocação sempre foi a alquimia das palavras. Sua estreia literária ocorreu em um momento de efervescência cultural no estado, onde novos poetas buscavam romper com o academicismo rígido sem perder o rigor estético.
Poeta, ensaísta, cronista e intelectual inquieto, construiu uma obra marcada pela reflexão crítica, pelo experimentalismo e pela profunda consciência do papel da arte na sociedade.
Entre o Lírico e o Irônico
Cassas não escreve para confortar — escreve para confrontar. Seus textos transitam entre o lirismo e a ironia, entre o íntimo e o social, sempre com uma linguagem precisa, afiada e provocadora.
Cassas não é um poeta de uma nota só. Sua escrita é marcada por uma dualidade fascinante: ao mesmo tempo que utiliza uma linguagem sofisticada e culta, ele mergulha em temas cotidianos, eróticos e, por vezes, sarcásticos.
Sua escrita revela uma tendência à profundidade, talvez porque esteja sempre em queda: queda para dentro, queda para o essencial. Autodefinido como “teórico do mais”, hoje se declara discípulo do menos — da síntese, da depuração, do verso que diz muito com pouco.
Principais Obras e Publicações
Luis Augusto Cassas possui uma produção vasta e multifacetada. Organizar sua bibliografia é um desafio, pois o autor costuma publicar livros individuais que, posteriormente, são agrupados em grandes antologias ou “obras reunidas” com novos conteúdos.
Abaixo, apresentamos a cronologia mais completa de suas publicações, baseada em registros da Academia Maranhense de Letras e catálogos editoriais (como os das editoras Imago e Arribaçã):
| Ano | Título da Obra | Observações |
| 1981 | República dos Becos | Obra de estreia (considerada o marco inicial). |
| 1985 | A Paixão Segundo Alcântara | Primeira edição; um de seus temas mais recorrentes. |
| 1988 | O Shopping de Vênus | Prêmio APCA de Poesia. |
| 1993 | República | Uma investigação sobre o poder e a história ludovicense. |
| 1998 | Ópera Barroca | Guia erótico-poético e “serpentário lírico” de São Luís. |
| 1998 | Lugar e Lugar | Reflexões sobre o espaço e o ser. |
| 1998 | Titanic – Boulogne | A Canção de Ana e Antônio (alusão a Gonçalves Dias). |
| 2000 | O Coração da Sereia | Poesia com forte carga lírica e marítima. |
| 2002 | A Paixão Segundo a Alma | Obra de caráter metafísico e existencialista. |
| 2003 | Em Nome do Filho | Subtitulado “Advento de Aquário”. |
| 2006 | A Paixão Segundo Alcântara e Novos Poemas | Edição revista e ampliada do clássico de 1985. |
| 2008 | O Filho Pródigo | Subtitulado “Um Poema de Luz e Sombra”. |
| 2008 | A Mulher que Matou Ana Paula Usher | Poema-romance com toques de mistério. |
| 2008 | Evangelho dos Peixes para a Ceia de Aquário | Incursão no misticismo e na simbologia cristã/pagã. |
| 2010 | A Ceia Sagrada de Míriam | Oferenda lírica em homenagem a sua mãe. |
| 2012 | A Poesia Sou Eu (Vols. I e II) | Obra Reunida. Compila 16 livros e inclui inéditos como O Retorno da Aura, Rosebud e Liturgia da Paixão. |
| 2021 | Quatrocentona | “Código de Posturas & Imposturas Líricas da cidade de São Luís”. |
| 2023 | Cotidiano, o Sagrado | Parte de um novo ciclo de lançamentos (“Pacotaço Lírico”). |
| 2023 | Uma Bota para Netuno | Poesia existencialista lúdico-espiritual. |
| 2023 | A Pequena Voz Interior | Subtitulado “& Outros Comícios do Vento”. |
| 2023 | Maria, a Fortaleza Sutil | Obra voltada à devoção e à força do feminino. |
| 2023 | Paralelo 17 | Poesia contemporânea escrita entre São Paulo e Florianópolis. |
| 2024 | Meio Amargo | Lançamento recente pela editora Dois por Quatro. |
| 2025 | Trilha de Rosas A Um Amor Sem Nome | Lançamento recente pela editora Dois por Quatro. |
| 2025 | A Ferrugem do Coração | Lançamento recente pela editora Dois por Quatro. |
Legado
Luis Augusto Cassas permanece ativo, provando que a poesia maranhense é capaz de se reinventar. Ele serve como ponte entre a tradição dos grandes nomes do passado e a nova geração que busca uma voz própria. Sua poesia é, acima de tudo, um convite ao pensamento crítico e ao deleite estético.
Fontes:
(01) www.patriciatenorio.com.br;
(02) www.antoniomiranda.com.br;
(03) www.banzeirotextual.blogspot.com.
Crédito das imagens:
(01) www.facebook.com/luisaugusto.cassas
(02) www.freepik.com (moldura)
(03) www.facebook.com/luisaugusto.cassas
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