Domingo é dia de descanso, de reflexão e, claro, de poesia no nosso Almanaque do Estudante.
Hoje, convidamos você a despir a alma e mergulhar na obra de um artista que não cabe em uma só definição.
Ele é produtor teatral, diretor de cinema, instrumentista, cantor, compositor, escritor… Mas, acima de tudo, ele é um poeta da existência humana. Estamos falando do incomparável Oswaldo Montenegro.
Muitos o conhecem apenas dos palcos da MPB, pois é o criador de grandes hits nacionais como “Bandolins”, “Condor”, “Léo e Bia” e “A Lista”. Mas Oswaldo Montenegro é um artista multifacetado.
Em seu lado poeta, Oswaldo domina a essência da palavra. Ele é um menestrel moderno que traduz, como poucos, os labirintos do sentir. Seus versos não apenas rimam; eles conversam com as nossas contradições mais íntimas.
Para a edição de hoje, escolhemos uma obra-prima sua que é, ao mesmo tempo, uma oração e um manifesto sobre a complexidade de ser quem somos. Um texto que abraça a nossa força e a nossa fraqueza com a mesma intensidade.
Respire fundo, abra o coração e Poeme-se com a profundidade de: “Metade”.

Sobre o Autor:

A história de Oswaldo Viveiros Montenegro começa no Rio de Janeiro, onde nasceu em 15 de março de 1956. No entanto, foi uma mudança na infância que moldaria sua alma musical.
Aos sete anos, mudou-se para a histórica São João del Rei (MG). Ali, sob a luz dos lampiões e ao som dos seresteiros locais, Oswaldo teve seu contato definitivo com a música.
Foi nessa atmosfera boêmia e barroca que ele ganhou seu primeiro violão e compôs sua primeira canção, “Lenheiro”.
Brasília e o Início da Jornada
Aos nove anos, retornou brevemente ao Rio, mas foi em 1970, ao mudar-se para Brasília (DF), que sua identidade artística começou a florescer.
Na nova capital, o jovem Oswaldo mergulhou no circuito cultural, participando ativamente de festivais universitários, um celeiro criativo da época.
A Era de Ouro dos Festivais e Discos
A década de 70 e o início dos anos 80 marcaram a ascensão de Oswaldo ao estrelato nacional:
- 1972: Estreou em grandes competições no último FIC (Festival Internacional da Canção) com a música “Automóvel”.
- 1978: Lançou “Trilhas”, seu primeiro disco, de forma independente.
- 1979: Assinou com a Warner e lançou “Poeta Maldito, Moleque Vadio”. Neste mesmo ano, emocionou o país no Festival da TV Tupi com “Bandolins”, conquistando o 3º lugar e o coração do público.
- 1980: A consagração veio com a vitória no festival MPB Shell, da TV Globo, defendendo a potente “Agonia” (de Mongol).
- 1985: Retornou aos palcos competitivos chegando à final do Festival dos Festivais com “O Condor”.
Nas décadas seguintes, também lançou muitos álbuns musicais, EP’s e DVD’s.
Artista Multimídia: Música, Palco, Literatura, TV e Cinema
Oswaldo Montenegro é um artista multifacetado. Sua trajetória consolidou-se não apenas na música, mas com uma fusão inovadora com o teatro.
Ele se tornou um prolífico dramaturgo e diretor, criando musicais recordistas de público como “A Dança dos Signos”, “Aldeia dos Ventos” e “Léo e Bia”.
Seus palcos foram verdadeiros celeiros de talentos, servindo de berço para o início das carreiras de estrelas como Cássia Eller e Zélia Duncan, Déborah Blando, o saxofonista Milton Guedes e a atriz Teresa Seiblitz.
Incansável, Oswaldo compôs diversas trilhas musicais para o teatro e tv. É também escritor, apresentador de TV e diretor de cinema, com 04 filmes em seu currículo.
Veja a biografia completa do autor em:
www.oswaldomontenegro.com.br
Fontes: www.pt.wikimedia.org / www.oswaldomontenegro.com.br / www.tabernanovostempos.blogspot.com
Crédito das imagens: (01) Copilot – Imagem criada por IA / (02) www.freepik.com / (03) www.mpbnet.com.br
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