Hoje o dia amanhece diferente.
Não é apenas domingo — é recomeço. É silêncio que se rompe. É esperança que insiste. No coração da madrugada, quando tudo parecia encerrado, a vida encontrou um jeito de florescer outra vez.
O Domingo de Páscoa nos convida a acreditar no impossível: que a dor não tem a última palavra, que a noite não é eterna, que a vida sempre encontra uma fresta por onde ressurgir.
E é nesse espírito que o POEME-SE! de hoje se abre: como um jardim depois da tempestade, como um canto que brota do chão ainda úmido de lágrimas, mas já iluminado pelo sol da esperança.
O poeta visitado de hoje é o cearense Zé Vicente, voz do povo, da fé, da luta e da vida.
E o poema que nos guia neste dia é “Ressurreição”.
Nele, a madrugada não é fim — é passagem. A terra geme, o céu participa, e a vida, como um milagre inevitável, rompe o silêncio e se levanta. Não apenas Cristo ressuscita — ressuscitam também a esperança, a justiça e a certeza de que toda luta por vida vale a pena.
Porque, como ecoa em seus versos:
a última palavra nunca será a morte…
Será sempre a vida!
POEME-SE!!!

Sobre o Autor:

Zé Vicente é natural de Orós, no interior do Ceará, nascido em meio à realidade simples e profunda do sertão nordestino.
Lavrador, poeta e cantor, sua trajetória está profundamente ligada à vida no campo, à cultura popular e às experiências do povo sertanejo.
Essa vivência moldou sua poesia: uma linguagem direta, sensível e carregada de símbolos da natureza, da fé e da resistência.
Arte e missão: cantar desde 1981
Desde 1981, Zé Vicente canta e compõe, utilizando sua arte como instrumento de expressão cultural e espiritual. Sua obra ultrapassa o entretenimento — ela comunica identidade, denúncia e esperança.
Suas canções e poemas percorrem o Brasil e também outros países da América Latina, além de apresentações na Europa e África, levando sua mensagem a diferentes povos e culturas.
Poesia engajada: fé, justiça e vida
A poesia de Zé Vicente está profundamente conectada às causas sociais, às Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e à luta por justiça e dignidade.
Seus versos nascem do encontro entre espiritualidade e realidade concreta — falam de sofrimento, mas sobretudo de esperança. Sua obra é marcada por uma visão cristã comprometida com os pobres, com a vida e com a transformação social.
Uma voz coletiva: o Movimento de Artistas da Caminhada
Em 1990, Zé Vicente participou da fundação do Movimento de Artistas da Caminhada (MARCA), reforçando sua visão de arte coletiva.
Para ele, a arte não é feita para brilhar sozinha, mas para iluminar em conjunto — como uma constelação de vozes que se unem em favor da vida.
Reconhecimento e legado
Em 2002, recebeu o Prêmio Poesia e Liberdade, concedido pelo Centro Alceu Amoroso Lima e pela Universidade Cândido Mendes, reconhecimento de sua relevância artística e social.
Hoje, Zé Vicente é referência na música e poesia popular brasileira, especialmente no universo da espiritualidade libertadora e da cultura nordestina.
Fontes:
www.gilvander.org.br
www.mpbnet.com.br
www.arquidioceseolindarecife.org
Crédito das imagens:
(01) www.gilvander.org.br
(02) www.freepik.com (Moldura da poesia)
(03) www.cebi.org.br
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