Hoje quero compartilhar com vocês um texto inspirador, de autoria de Ishani Wathsala, publicado no canal “Wonderful Beautiful Colorful” do Facebook:
Quando eu tinha 13 anos, carregava uma vergonha secreta. Éramos tão pobres que muitas vezes eu ia para a escola sem comida.
No recreio, enquanto meus colegas abriam seus lanches, encontravam maçãs, biscoitos e sanduíches.
Sentei-me fingindo que não estava com fome. Enterrei o rosto num livro, tentando abafar o som do meu estômago vazio. Por dentro, a dor era inexplicável.
Então, um dia, uma menina percebeu. Silenciosamente, sem fazer alarde, ela me ofereceu metade do seu almoço. Fiquei sem graça, mas aceitei. No dia seguinte, ela fez de novo. E de novo. Às vezes era um pãozinho, às vezes uma maçã, às vezes um pedaço de bolo que a mãe dela tinha feito. Para mim, foi um milagre. Pela primeira vez em muito tempo, eu me senti vista.
Um dia, ela se foi. Sua família se mudou e ela nunca mais voltou. Todos os dias, no recreio, eu olhava ao redor, esperando que ela viesse e se sentasse ao meu lado com seu sorriso e seu sanduíche. Mas ela nunca voltou.
Ainda assim, guardei comigo a sua bondade. Ela tornou-se parte de quem eu era.
Os anos se passaram. Eu cresci. Pensei nela com frequência, mas a vida continuou.
Então, ontem mesmo, aconteceu algo que me paralisou. Minha filha pequena chegou da escola e disse:
“Papai, você pode preparar dois lanches para mim amanhã?”
“Dois?” perguntei. “Você nunca termina um.”
Ela olhou para mim com a seriedade que só uma criança pode ter:
“É para um menino da minha turma. Ele não comeu hoje. Dei metade da minha comida para ele.”

Fiquei ali parado, com os olhos marejados, como se o tempo tivesse retornado. Naquele pequeno gesto, vi aquela menina da minha infância. Aquela que me alimentava quando ninguém mais se importava. A bondade dela não desapareceu, ela passou por mim e agora, pela minha filha.
Olhei para o céu, com os olhos cheios de lágrimas. De repente, senti minha fome, minha vergonha, minha gratidão e minha alegria. Aquela garota talvez nunca se lembre de mim. Talvez nem saiba a diferença que fez. Mas eu jamais a esquecerei. Porque ela me ensinou que até o menor gesto de bondade pode mudar uma vida.
E agora eu sei: enquanto minha filha compartilhar seu pão com outra criança, a bondade continuará viva...
Fonte:
www.facebook.com/wonderfulbeautifulcolorful
Crédito das imagens:
www.chatgpt.com/dall-e

Compartilhe este post:

Deixe uma resposta