É domingo!
Dia de poesia no Almanaque!
Na edição de hoje do POEME-SE!, conheceremos Angélica Izabel Machado Pinto, uma artista de múltiplas habilidades que transforma sua sensibilidade em literatura, arte e reflexão.
E o poema de sua autoria que iremos apresentar é um grito de indignação diante da violência, da impunidade e da irresponsabilidade “coletiva” pelos problemas do Brasil.
O poema de Angélica é um chamado à consciência. Com palavras que tocam fundo, ela denuncia injustiças, questiona nossas atitudes e nos convida a olhar, com mais coragem, para a realidade que nos cerca.
Seus versos falam de um Brasil ferido pela violência, pela desonestidade e pela impunidade — mas também nos colocam diante de uma pergunta incômoda: qual é a nossa responsabilidade na construção do país em que vivemos?
Uma bandeira ferida pela realidade
“Nossa bandeira está sangrando” é o verso que abre e dá força à denúncia da autora. A bandeira, símbolo de identidade e pertencimento nacional, aparece como se carregasse as marcas negras das injustiças cometidas no país.
O sangue mencionado pela poetisa não representa uma batalha entre nações. É o retrato simbólico de uma sociedade machucada pela impunidade, pela desonestidade, pela deslealdade e, de maneira especialmente dolorosa, pela violência contra crianças.

A autora não se limita a apontar problemas. Na passagem “A culpa é toda nossa, / não mudamos nada…”, ela amplia o alcance da crítica e nos coloca diante de uma questão difícil: até que ponto a indiferença, o silêncio e a falta de participação ajudam a perpetuar aquilo que condenamos?
O encerramento — “Somos todos coniventes” — provoca desconforto porque transforma o leitor em parte da reflexão. É um chamado para que deixemos de tratar os problemas coletivos como se fossem sempre responsabilidade dos outros.
A força do poema está justamente em sua linguagem direta. Sem recorrer a palavras difíceis, Angélica faz da poesia uma forma de protesto e de consciência cidadã. Seus versos não oferecem respostas prontas, mas exigem que pensemos sobre o Brasil que estamos ajudando a construir.
Agora, é com você!
Prepare o coração e abra espaço para a poesia.
Hoje, as palavras não vêm apenas para emocionar. Vêm também para nos fazer pensar.
Leia o poema sem pressa. Observe suas palavras, sinta o peso de suas imagens e pergunte a si mesmo o que podemos fazer para que a nossa bandeira volte a representar, cada vez mais, justiça, honestidade, respeito e esperança.
Deixe que a poesia fale ao coração — e que a reflexão também se transforme em atitude!
POEME-SE!!!

Sobre a autora:

Angélica Izabel Machado Pinto nasceu em 25 de novembro de 1959, em Juiz de Fora, Minas Gerais. Foi nessa cidade mineira que começou a descobrir o poder das palavras e a transformar sentimentos e observações em versos.
Segundo o perfil biográfico publicado pelo Jornal Cultural Rol, ela escreveu seus primeiros poemas aos sete anos de idade. Ainda muito jovem, encontrou na escrita uma maneira de expressar sua sensibilidade e sua inquietação diante da vida.
A literatura, entretanto, seria apenas uma das muitas formas de expressão que desenvolveria ao longo dos anos. Angélica também se dedicaria às artes visuais, ao artesanato, à escultura e ao empreendedorismo, construindo uma trajetória profissional que aproxima criatividade, trabalho e independência.
A descoberta das artes plásticas
Em 1983, Angélica iniciou uma nova etapa de sua caminhada artística ao abrir, ao lado de seu esposo e parceiro, José Custódio, um ateliê especializado em arte em vidro. Utilizando a técnica de jateamento, realizou mais de três mil trabalhos, destinados à decoração de consultórios, residências e sedes empresariais.
Essa experiência demonstra uma característica importante de sua trajetória: a capacidade de levar a arte para além das páginas dos livros e dos espaços tradicionais de exposição, incorporando-a a ambientes do cotidiano.
Em 1986, realizou sua primeira exposição de artes plásticas. No ano seguinte, esteve em Ouro Preto, Minas Gerais, onde se especializou em áreas como restauração, história da arte, desenho e escultura.
A formação e a prática artística ampliaram suas possibilidades de criação. Pintura, desenho, escultura e artesanato passaram a integrar um repertório diversificado, que seria apresentado em salões, exposições, mostras e feiras.
A literatura ganha espaço
Em 1987, Angélica publicou Metamorfose, obra que marcou o início de sua trajetória editorial. No ano seguinte, levou o livro à Academia Interamericana de Literatura e Jurisprudência, em Anápolis, Goiás, conforme o relato biográfico publicado pelo Jornal Cultural Rol.
Em 1989, participou do primeiro e do segundo Festival Latino-Americano de Arte e Cultura (FLAC), realizados em Brasília, onde expôs trabalhos de artes plásticas e lançou o livro infantil O Espiriborboleta.
A presença simultânea em eventos literários e artísticos revela uma criadora que não se limita a uma única linguagem. Para Angélica, a expressão artística pode assumir diferentes formas, desde que preserve a capacidade de comunicar sentimentos, provocar reflexões e despertar a imaginação.
Uma obra literária de muitas faces
Ao longo de sua trajetória, a autora desenvolveu uma produção literária voltada tanto ao público adulto quanto ao infantil.
Entre seus livros para adultos estão Metamorfose, Ser Feliz é Voar, Amar é o Suficiente para Ser Feliz?, Corações Alados, Pensamentos Soltos pelo Ar e Sabores e Dissabores da Pandemia. Também aparece em catálogos de suas publicações a obra Sonhos de um País Adolescente.
Esses títulos apontam para alguns dos assuntos que atravessam sua produção: os sentimentos humanos, a busca da felicidade, as contradições da existência, a relação entre o indivíduo e a sociedade e a necessidade de refletir sobre o mundo em que vivemos.
Em Corações Alados, livro do qual foi retirado o poema apresentado nesta edição do POEME-SE!, a poesia assume também um caráter de denúncia social. Em Nossa bandeira está sangrando, a autora volta sua atenção para a violência, a impunidade e a responsabilidade coletiva diante dos problemas brasileiros.
O poema evidencia uma vertente de sua escrita que não se contenta em registrar emoções pessoais. Ela também procura despertar no leitor uma consciência crítica sobre a realidade.
O universo infantil: educar por meio das histórias
A literatura infantil ocupa um lugar significativo na obra de Angélica. Seus livros procuram combinar histórias, imaginação e ensinamentos que possam contribuir para a formação das crianças.
Entre os títulos associados a essa produção estão O Espiriborboleta, A Galinha Carijó, Ling Ling — A Tartaruga Esquisita, A Flor de Mariazinha, Nunca é uma Palavra que Não Existe e O Menino que Transformava o Errado em Certo.
Em A Galinha Carijó, por exemplo, a proposta é trabalhar valores relacionados à família e ao trabalho por meio de uma narrativa lúdica. A publicação é acompanhada de um CD com músicas infantis.
Já A Flor de Mariazinha apresenta uma história que valoriza o cuidado com uma flor, o respeito à vida e a preservação do planeta.
São exemplos de como a autora procura transformar temas importantes em histórias acessíveis aos pequenos leitores. Em vez de apresentar os ensinamentos apenas como regras, sua literatura recorre a personagens, situações e aventuras para aproximar as crianças de valores como solidariedade, compreensão, responsabilidade e amor.
Essa preocupação com a formação humana aproxima sua produção de uma ideia de literatura que diverte, mas também educa e estimula a imaginação.
A pandemia e a necessidade de escrever
Durante a pandemia de Covid-19, em 2021 e 2022, Angélica voltou-se para a experiência coletiva daquele período, marcado por perdas, incertezas, isolamento e mudanças profundas na vida cotidiana.
Desse contexto surgiu Sabores e Dissabores da Pandemia, obra que registra, já em seu título, a intenção de refletir sobre os aspectos difíceis e as experiências humanas daquele momento.
O livro integra uma produção que procura dialogar com acontecimentos que ultrapassam a esfera individual. A literatura aparece, assim, como uma forma de elaborar experiências, observar o comportamento humano e registrar questões que afetam a coletividade.
Uma artista que também empreende
Angélica desenvolveu sua atividade empresarial no setor de turismo em Paraty, no estado do Rio de Janeiro. Seu perfil de autora em plataformas de publicação identifica sua atuação como empresária do turismo na Pousada Solstício de Verão, situada na região da Vila Trindade.
Essa dimensão profissional acrescenta outra característica à sua biografia. Além de escrever e produzir obras visuais, ela também se dedicou à administração de uma atividade comercial ligada à hospitalidade e ao turismo.
Sua trajetória reúne, portanto, diferentes formas de trabalho: a criação literária, a produção artística e o empreendedorismo. É uma combinação que exige iniciativa, persistência e disposição para transformar ideias em projetos concretos.
A poesia como voz da consciência
Dona de múltiplos talentos, Angélica demonstra que a arte vai muito além da beleza: pode emocionar, educar, denunciar injustiças e despertar consciências.
Em Nossa bandeira está sangrando, Angélica Izabel Machado Pinto transforma a poesia em um grito de alerta contra a violência, a impunidade e a indiferença. A bandeira brasileira torna-se o retrato de um país ferido, mas também um convite à reflexão sobre nossas escolhas e responsabilidades.
Seus versos nos deixam uma importante lição: reconhecer as feridas do Brasil é o primeiro passo para buscar sua transformação. Afinal, o país que desejamos construir depende não apenas daquilo que esperamos dos outros, mas também daquilo que estamos dispostos a fazer.
Que a poesia continue nos tocando a alma — e nos inspirando a transformar indignação em atitude, para que a esperança não seja apenas uma palavra, mas uma realidade possível.

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Fontes:
www.jornalrol.com.br
www.angelica-a-gata.blogspot.com
www.facebook.com/angelicaizabelmachado.pinto
Crédito das imagens:
(01, 04) www.chatgpt.com/dall-e
(Baseada em imagem do www.facebook.com/angelicaizabelmachado.pinto)
(02) www.gemini.google.com/nanabanana
(03) www.magnific.com
(Moldura de apresentação do poema)
(04) www.chatgpt.com/dall-e
(Baseada em imagem do www.facebook.com/angelicaizabelmachado.pinto)
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